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WidowMaker

Para os Snipers de Airsoft

http://airsoftsniper.darc.net/main/page1.htm

Site em ingles completo com tudo o que um sniper de airsoft precisa para cumprir a sua função.
WidowMaker

Aqui vai um texto retirado de um topico do nosso colega continental dr_zilch no ptairsoft o qual transcreve um artigo que leu recentemente sobre Snipers (estes de verdade).



"NÓS SOMOS O INIMIGO invisível e, como tal, a maior ameaça no campo de batalha. Trabalhamos em silêncio e com descrição, contudo, isoladamente, podemos alterar o curso de um combate com as nossas balas.
Mantemo-nos calmos sob pressão e estamos preparados para enfrentar o inimigo, cara a cara, e premir o gatilho sem qualquer tipo de emoção."

O efeito que um sniper pode ter é fenomenal. Tente colocar-se num campo de batalha e imaginar a tortura mental mental de saber - ou, pelo menos, suspeitar - que há um homem, a mais de um quilómetro de distância, que tem uma arma apontada a si. Pode nem conseguir vê-lo, contudo, ele é capaz de lhe abrir um buraco na cabeça do tamanho de um punho, antes mesmo de ter tempo de ouvir o silvo da bala a sair da arma. Os snipers são de tal forma eficientes, que nenhum dos grandes exércitos do mundo prescinde deles nas suas batalhas mortais e psicológicas contra o inimigo.

Neste preciso momento, o Exército Britânico está a criar uma força de elitede mais de 700 snipers, na medida em que, a partir de 2008, todos os 38 batalhões de infantaria terão de dispor de um forte pelotão constituído por 18 atiradores de elite.

Numa época em que mísseis guiados por laser são lançados a milhares de quilómetros de distância contra a sala de estar de ditadores inimigos, os militares dependem, mais do que nunca, destes guerreiros furtivos destacados no solo.

Quando a equipa da FHM fez os seus primeiros contactos para conhecer a história que se esconde por detrás destes atiradores de elite, depressa constatou que se trata de um mundo envolto em grande secretismo. Deparou-se com uma barreira de negas oficiais e os seus pedidos de entrevistas com soldados no activo foram sistematicamente indeferidos.

Separar os factos da ficçao tornou-se quase impossivel na medida em que os relatórios das batalhas levadas a cabo em palcos de guerra como o Iraque e o Afeganistão, são regularmente deturpados tanto pelo Ministério da Defesa como os próprios tablóides.

Até que surgiu uma oportunidade - uma entrevista exclusiva com um homem que combateu na frente de batalha no norte do Afeganistão e que agora está em manobras na província de Helmand, uma região conturbada, no sul do país, que é tão perigosa que as mulheres-soldado estão proibidas de aí combater e onde as suas próprias façanhas de atirador já resultaram em numerosas baixas entre os Talibãs. Para proteger o seu anonimato, chamar-lhe-emos Jackson. Apesar do enorme perigo que corre ao expor-se desta maneira, Jackson concorda falar para a FHM.



HOMEM OU MÁQUINA?

"Os snipers não são destacados apenas para disparar", explica Jackson quando lhe perguntamos com entusiasmo, qual a sua arma de eleição e o número de baixas que já provocou. "Estamos aqui, essencialmente, para reunir informação para o comando. Por norma, posicionamo-nos no telhado de edifícios, onde nos cobrimos com uma rede de camuflagem e permanecemos até cinco dias. Fazemos as nossas necessidades para garrafas e sacos. A coberto da noite, dois homens deslocam-se até junto do comando para entregar a informação recolhida durante o dia."

Estes peritos endurecidos, estão horas - e, às vezes, dias - observando, atentamente, através das miras electrónicas das suas espingardas modelo L96A1, com a coronha bem comprida de encontro ao ombro, a espreita. As pernas ficam dormentes, mas ignoram o desconforto e a dor: a sua concentrção é absoluta. Por vezes, as linhas da mira são cruzadas por crianças e trabalhadores inocentes, alheios à ameaça que está apenas à distância do premir de um dedo. Se o calor intenso penetra através da cobertura provisória do ninho do sniper, ele coze. Se a noite cai antes de um alvo se revelas, ele congela.

Por tudo isto e pelos assassinatos que ele comete em nome da rainha e do país, recebe um pagamento que mal rivaliza com o de um indivíduo acabado de se formar. Mas os atiradores furtivos não se candidatam ao cargo, são seleccionados e, frequentemente, quando já estão inseridos num batalhão. Contudo, não são apenas máquinas de morte.

"Os snipers não estão no Afeganistão para contabilizar mortes" - afirma Jackson, inexpressivamente.

"Por causa da nossa pontaria de precisão, e enquanto pelotão, contribuímos para um grande número de baixas entre os Talibãs, mas nenhum atirador, isoladamente, se gaba do número de mortes que já provocou. Muitos dos tiros que já disparei dificilmente poderiam ser considerados assassinatos. Vemos o inimigo, disparamos, ele cai e nós apontamos ao próximo alvo."

Neste momento, ouvem-se uns rumores sobre uma máquina assassina, cujas mortes confirmadas já lhe valeram a entrada no livro dos recordes da Grã-Bertanha. Trata-se de outro atirador britânico destacado no Afeganistão e que é amplamente conhecido como a maior arma de precisão letal britânica desde a II Guerra Mundial. "Exterminador de Talibãs". Tem a pontaria tão apurada que, julga-se, será responsável por mais de 5% das 700 mortes de insurgentes provocadas pelos Páras, desde que as forças militares britânicas regressaram ao Afeganistão. O número oficial de baixas que provocou ascende a 39, mas tendo em conta que os Talibãs reclamam o corpo dos indivíduos caídos em combate, julga-se que o número de vítimas deste sniper seja bem mais elevado, talvez mesmo o triplo.

"É um trabalho extremamente difícil e de grande perícia" - concorda Martin Pegler, autor de Out of Nowhere: A History of the Military Sniper, - "Uma curiosa mistura de ciência absoluta e arte insondável. Um bom atirador tem qualquer coisa de inato que lhe diz, exactamente, quando é que deve premir o gatilho. Muitos dos atiradores de precisão conseguem calcular todas as variáveis, mas os snipers têm uma intuição para o tiro que não pode ser ensinada." E essas variáveis são suficientes para sobreaquecer um computador da NASA.

Os snipers têm de avaliar, instantaneamente, a força do vento e coeficientes de desvio. Têm de determinar a temperatura do cano da arma, a temperatura do ar e de que forma a altitude pode afectar o percurso da bala. Além do mais, a força da gravidadepode ter um efeito enorme: o actual recorde de morte à distância é de 2430 metros, pertence a um atirador canadiano e teve lugar durante a invasão do Afeganistão. O disparo executou um voo de quatro segundos e uma queda de 45 metros. Em 2002, o cabo Matt Hughes, dos Royal Marines, matou um atirador iraquiano a 800 metros de distância, com um "tiro maravilha", tendo apontado 17 metros para a esquerda e 10 metros para cima, para compensar a força do vento e da gravidade.


O INIMIGO DE TODOS

"Os snipers inimigos são a nossa própria grande ameaça", conta Jackson à FHM. "Quando regressei ao Iraque, em 2005, ouvi falar de um super atirador conhecido apenas por Juba e que estaria, alegadamente, em Bagdade. Na internet, podem-se ver, em vídeo, filmagens dele em acção. Mas devo dizer que, depois de as ter visionado, fiquei convencido de que el não é assim tão bom como apregoam."

"Há, no entanto, um sniper talibã, aqui no afeganistão, que tem uma enorme precisão, e em tudo aquilo que fazemos, pomos sempre em causa que ele esteja presente. Não acreditamos, contudo, que ele seja afegão. É demasiado bom atirador para ser um dos soldados nativos com que nos deparamos habitualmente. O alvo prioritário de um sniper são os oficiais, mas o segundosão os atiradores furtivos inimigos, isto é: nós. O contra-ataque por parte dos nossos inimigos de armas tem sido um enorme obstáculo para nós e calculamos que este atirador furtivo tenha consigo outros cinco, que fornecem fogo adicional. Ele age exactamente como nós!"

Não é de admirar que os snipers sejam odiados pelos exércitos, em todo mundo. Durante a II Guerra Mundial, eram mortos de imediato pelos captores e esta práctica continua a ser levada a cabo ainda nos nossos dias.

"São vistos com o mesmo desprezo que os espiões", refere Pegler a FHM.

"Os afegãos são particularmente sanguinários. Se conseguem apanhar um sniper, arrancam-no do seu esconderijo e usam-no a seu belo prazer nas 24 horas seguintes, antes de os matarem. Durante séculos refinaram as suas técnicas de tortura e conhecem milhões de formas de provocar agonia, desde arrancar um dedo de hora a hora, até ao uso de fogo. Não há, com efeito, limite àquilo que podem fazer. Conheço um sniper das Forças Especiais que guarda, no bolso, uma pistola carregada, para o caso de ser apanhado acabar com a sua vida. Diz que não permitirá que ninguém o apanhe vivo."

E Dezembro foi, realmente, um péssimo mês para Jackson e a sua equipa de atiradores.

"Estávamos sentados num edifício inacabado que se destinava a ser uma estação de polícia. Tinha pilares em toda a volta e telhado, mas tivemos de criar paredes com sacos de areia. Fomos constantemente atacados com todo tipo de armas, pesadas e ligeiras. Até que um rocket aterrou a escassos cinco metros de distância de quatro de nós. Provocou um enorme buraco no edifício e se tivéssemos estado um pouco mais perto, ter-nos-ia matado a todos - dois dos nossos tipos foram evacuados para a Grã-Bertanha, devido aos ferimentos."

Mas mais do que tudo, foi aquilo que Jackson nos disse, a seguir, que nos colocou bem no interior da mente de um duro atirador furtivo do Regimento de pára-quedistas britânicos: "Um dos tipos perdeu uma perna, mas já anda por aí com uma prótese", e prossegue: "Os médicos disseram que iria levar meses até que pudesse prescindir das muletas e conseguisse andar, mas ele saíu connosco, na semana passada, e já vinha a dançar. Ele quer regressar ao trabalho logo que possa. Que soldado! Como é que podemos deixar de ser bons com tipos como este aqui? Curto mesmo à brava ser pára-quedista.""

texto in FHM

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